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Terça-feira, Junho 09, 2009

O Processo das Sondagens

Tem sido lugar comum afirmar, ao longo das campanhas eleitorais, que as sondagens “valem o que valem”, e outros mimos que tendem a minimizar o valor das sondagens como condicionante do direito e da liberdade de voto.
Ao mesmo tempo, culpabiliza-se os eleitores pela sua preguiça de exercer o seu direito de voto.
Estabeleceu-se um “statu quo” que consiste em, por um lado, o poder facilitar a abstenção, não exigindo qualquer justificação ao eleitor para se furtar ao dever de votar, e por outro lado o eleitor facilitar ao poder a livre manipulação das sondagens, não exigindo qualquer justificação perante a publicação das sondagens que se vem a verificar ficarem completamente despropositadas perante a realidade observada no voto.
Mas agora, quando o poder completa uma legislatura inteira a intoxicar a opinião pública apresentando as suas políticas que a população não compreende nem aceita, como decorrentes da força do voto maioritário, chegou a hora de exigir contas pela manipulação grosseira do voto pelo poder que se encontra instalado.
Não é aceitável que num acto eleitoral como aquele que agora terminou, aconteça um resultado que não tem nada a ver com qualquer uma das sondagens que intoxicaram a opinião pública durante todo o período eleitoral, e nos meses que antecederam o mesmo.
Não é aceitável que os resultados de três partidos sejam concordantes com todas as sondagens, e as sondagens concordem todas em dar dez por cento a mais ao partido do governo, e cinco por cento a menos ao partido com menos votos.
Não é aceitável que os eleitores venham a ser intoxicados com uma nova sondagem para as Legislativas, enquanto ainda se contam os votos das Europeias.
Não é aceitável que os vícios sistemáticos cometidos pela publicação de sondagens, que são reconhecidos por todos como um exercício de má-fé no interesse de alguns, continuem a passar impunes com um benévolo “valem o que valem”.
Não consigo acreditar que o avô cantigas, enquanto afirmava que não lhe passava pela cabeça outra coisa que não fosse a sua vitória, não tivesse perfeita consciência de que as sondagens que eram publicadas tinham dez por cento a mais do que o peso eleitoral do PS.
Os partidos que se sentem prejudicados, e todos aqueles que prezam a liberdade do direito de voto, devem juntar-se nesta hora, para pedir em Tribunal a impugnação da eleição europeia.
Não será difícil fazer uma análise detalhada, não apenas desta eleição, como das anteriores, e nomeadamente daquela que resultou nesta maioria absoluta, e extrair conclusões científicas acerca dos vícios que foram praticados.
Está na hora daqueles partidos que ficaram sem eleger deputados, fazerem algo mais do que lamentarem-se da opinião pública não ter compreendido ou valorizado a sua mensagem.
Está na hora de chamar as coisas pelos seus nomes.
Se houve vício, que se sente no Tribunal aquele que tirou partido do vício.
Se não houve vício, que se demonstre sem ambiguidades, a isenção das sondagens.

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Terça-feira, Setembro 16, 2008

A derrota das maiorias

Mensagem recebida por e-mail e que me parece oportuno colocá-la neste espaço. (MR)

Reencaminhem para atingir os 140 000 mil professores e educadores

A DERROTA DAS MAIORIAS


O governo governa com a maioria e não com as manifestações da Rua, diz o Sr. Primeiro Ministro. É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação.

Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo estatuto da carreira docente e das três o PS votou contra suspensão.

As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saem sempre a perder. É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.

Colegas, chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% do votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores.

Somos 150.000, o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos. Se nas próximas eleições, que são dentro de um ano, todos os professores votarem em massa em todos os partidos, excepto no PS, este partido nunca mais volta a ter a maioria e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos professores.

Colegas, quem foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve, Madeira e Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS.

Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher, maiorias nunca mais.

Os professores, para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que os professores convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 500.000, foram os votos que o PS teve a mais que a oposição.

Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em contacto permanente uns com os outros.

Senão vejamos, esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas. Se cada um dos colegas enviar a mais cinco dá 25. Se estes enviarem a mais cinco dá 125. Se estes enviarem a mais cinco dá 625. Se estes enviarem a mais cinco dá 3.125. Se estes enviarem a mais cinco dá 15.625. Se estes enviarem a mais cinco dá 78.125. Se este enviarem a mais cinco dá 390.625, isto é, o dobro dos professores que há em Portugal.

À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber a informação que ela contém.

Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS: VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!

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