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Domingo, Janeiro 20, 2008

Carlos Pinto Santos - A morte de Amílcar Cabral

A 20 de Janeiro de 1973 - há 35 anos - foi assassinado um dos homens mais marcantes do século XX (AF)
Amilcar Cabral

NOITE DE FACAS LONGAS EM CONACRI

  • O cenário: uma casa branca, isolada, de um só piso, um largo terreiro à volta, uma enorme mangueira em frente da casa, um telheiro que serve de garagem; em Conacri, capital da República da Guiné, de que é Presidente Séku Turé.
  • O tempo: três da madrugada do dia 20 de Janeiro de 1973.
  • A acção: um carro, um Volkswagen, que o condutor arruma no telheiro. Dois faróis projectam a luz para os ocupantes do veículo que são Amílcar Cabral e a sua segunda mulher, Ana Maria. Uma voz ríspida vem da noite e ordena que amarrem Amílcar. Este resiste. Não deixa que o atem. O comandante do assalto dispara. Atinge-o no fígado. Amílcar, sentado no chão, propõe que conversem. A resposta é uma rajada de metralhadora que acerta na cabeça do fundador do PAIGC. A morte é imediata.
  • Os autores do atentado: Inocêncio Kani, que dispara primeiro, um veterano da guerrilha, ex-comandante da Marinha do PAIGC; membros do Partido, todos guineenses.


Carlos Pinto Santos in AMÍLCAR CABRAL
publicado por Vidas Lusófonas

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Sexta-feira, Novembro 02, 2007

António Tomás - O Fazedor de Utopias

Antonio TomasUm texto desassombrado sobre uma das figuras mais marcantes do século XX. Um jovem angolano procura nos escombros dos ventos da História resolver um problema de identidade e, na ânsia de não se perder pelo atalhos, segue directamente para o centro do furacão.
Quando já se tornaram obsoletos os ideais que deram fundamento (aos movimentos de libertação) - nas palavras do apresentador do livro, José Eduardo Agualusa - cabe aos historiadores - no grupo de quem se deve inscrever imediatamente António Tomás - esclarecer os equívocos da História. Uma leitura obrigatória para todos, e são muitos, os que têm uma parte de si em África.

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