Carlos Pinto Santos - A morte de Amílcar Cabral
A 20 de Janeiro de 1973 - há 35 anos - foi assassinado um dos homens mais marcantes do século XX (AF)

NOITE DE FACAS LONGAS EM CONACRI
- O cenário: uma casa branca, isolada, de um só piso, um largo terreiro à volta, uma enorme mangueira em frente da casa, um telheiro que serve de garagem; em Conacri, capital da República da Guiné, de que é Presidente Séku Turé.
- O tempo: três da madrugada do dia 20 de Janeiro de 1973.
- A acção: um carro, um Volkswagen, que o condutor arruma no telheiro. Dois faróis projectam a luz para os ocupantes do veículo que são Amílcar Cabral e a sua segunda mulher, Ana Maria. Uma voz ríspida vem da noite e ordena que amarrem Amílcar. Este resiste. Não deixa que o atem. O comandante do assalto dispara. Atinge-o no fígado. Amílcar, sentado no chão, propõe que conversem. A resposta é uma rajada de metralhadora que acerta na cabeça do fundador do PAIGC. A morte é imediata.
- Os autores do atentado: Inocêncio Kani, que dispara primeiro, um veterano da guerrilha, ex-comandante da Marinha do PAIGC; membros do Partido, todos guineenses.
Carlos Pinto Santos in AMÍLCAR CABRAL
publicado por Vidas Lusófonas
Etiquetas: Cabo Verde, Guiné-Bissau, independência nacional



1 Comentários:
A 1 de Fevereiro vai fazer cem anos do regicídio do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro.
Também aqui, a república a primeira coisa que fez foi arquivar o apuramento de responsabilidades.
É o Estado de Direito a funcionar.
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